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Pelo Fundo da Agulha
Antônio Torres
Editora Record - 2006
ISBN: 85-01-07658-9
Gênero: Ficção Brasileira - Romance
Páginas: 224
Formato: 14X21

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O Nobre Sequestrador
Antônio Torres
Editora Record
ISBN: 8501067326
Gênero: Ficção Brasileira - Romance
Páginas: 256
Formato: 14X21


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Meu Querido Canibal
- Editora Record

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concedido pelo conjunto da obra

Um Cão Uivando para a Lua (romance). Rio de Janeiro, Edições Gernasa, 1972; 3a ed., São Paulo, Ática, 1979. RELANÇAMENTO, EDITORA RECORD, CELEBRANDO TRINTA ANOS DA PRIMEIRA EDIÇÃO, DEZEMBRO DE 2002.
Os Homens dos Pés Redondos
(romance). Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1973; 3a ed., Rio de Janeiro, Record, 1999.
Essa Terra
(romance) São Paulo, Ática, 1976; 15a ed., Rio de Janeiro, Record, 2001.
Carta ao Bispo
(romance). São Paulo, Ática,logo.gif (17018 bytes) 1979; 2a ed., São Paulo, Ática, 1983.
Adeus, Velho
(romance). São Paulo, Ática, 1981; 4a ed., São Paulo, Ática, 1994.
Balada da Infância Perdida Prêmio em 1987, Pen Clube do Brasil, categoria "Romance".
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986; 2a ed., Rio de Janeiro, Record, 1999.
Um Táxi para Viena D’Áustria por ter este livro e Essa Terra traduzidos na França, recebe, do governo francês, o título de "Cavaleiro das Artes e das Letras" em 1999.
São Paulo, Companhia das Letras, 1991; 4a ed., Rio de Janeiro, Altaya/Record - Coleção Mestres da Literatura Protuguesa e Brasileira, 1999; 5a ed., Record, 2001.
Centro das Nossas Desatenções
(crônica). Rio de Janeiro, RioArte/Relume-Dumará, 1996.
O Cachorro e o Lobo em 1999 ganha o Prêmio "Hors-concours de Romance" (para obra publicada) da União Brasileira de Escritores.
Rio de Janeiro, Record, 1997; 2a ed., Rio de Janeiro, Record, 1998.
O Circo no Brasil
(crônica). Rio de Janeiro/São Paulo, Funarte/Atração, 1998.
Meninos eu conto
(literatura para jovens). Rio de Janeiro, Record, 1999; 3a ed., Record, 2001.
Meu Querido Canibal (crônica). Rio de Janeiro, Record, 2000; 2a ed., Record, 2001.
Livros traduzidos para outros idiomas


canibal
Meu Querido Canibal
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Lançamento: 2001- Prêmio Zaffari & Bourbon 9a.Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo
Editora Record
192 páginas, formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 20,00 ISBN: 85-01-05832-7

Nem Cabral, nem Mem de Sá, nem Anchieta; aqui, o herói é Cunhambebe, chefe tupinambá devorador de portugueses. Em  MEU QUERIDO CANIBAL, Antônio Torres se debruça sobre a vida do líder indígena para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira. Considerado o mais valente dos nativos que lutaram contra a “escravidão ou morte” proposta pelos colonizadores, Cunhambebe, que presumivelmente morreu entre 1554 e 1560, era o mais temido e adorado guerreiro indígena, e sua vida acabou sendo envolta em mitos.

Torres aproveita para jogar um holofote sobre a violência e arrogância dos primeiros portugueses que por aqui aportaram e a brava resistência dos índios. E para contar a história do homem-lenda Cunhambebe, Antônio mergulhou nos arquivos da história do Brasil. Com rigor histórico, mas narrado com a verve literária de Torres, o livro acompanha a criação, apogeu e massacre da Confederação dos Tamoios, a organização social das tribos, o modo de vida, a ligação com os piratas franceses, o papel ambíguo de Anchieta, as mentiras e trapaças dos conquistadores, a fundação sangrenta da cidade do Rio de Janeiro, entre muitos outros temas que não estão nos livros escolares.
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jornad.jpg (2270 bytes)        “Antônio Torres longe de esquecer suas origens e sua terra, a elas retorna por meio da ficção, inserindo-as na geografia literária.” – Jornal da Tarde

“O trabalho de Torres é um desafio; oferece uma maravilhosa oportunidade para aprender sobre pessoas e culturas que nos compreendem mais do que nós a elas.” – Los Angeles Times Book Review

“Não há no trabalho de Torres nenhum rastro de pieguice (...) Ao contrário, toda emoção é burilada com bom humor e uma dose de elegante ironia.” – Revista IstoÉ


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Essa Terra

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Editora Record
192 páginas
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 18,00

ISBN: 85-01-06086-0

Um dos mais marcantes romances da literatura brasileira contemporânea, ESSA TERRA, do escritor Antônio Torres, é um relato emocionante do impacto da ‘cidade grande’  sobre o retirante, o imigrante nordestino. O próprio autor - nascido na pequena cidade de Junco, interior da Bahia - percorreu os mesmos caminhos dos seus personagens, deixando o Nordeste para procurar a sorte nas metrópoles do Sudeste. E a encontrou.

Para celebrar os 25 anos de carreira do escritor Antônio Torres, a Editora Record vai lançar uma edição comemorativa do primeiro e mais famoso livro do autor, ESSA TERRA, inicialmente publicado em 1976.  

É a história de um homem que, depois de 20 anos morando em São Paulo, decide voltar à sua cidade de origem, no interior do sertão nordestino. Lá chegando, desilude-se com tudo que encontra e reencontra e acaba se enforcando no gancho de uma rede. A idéia para o livro surgiu, em 1973, num dia de crise no trabalho, quando Antônio ainda morava em São Paulo e a pressão do “louco motor paulista” - como diz Torres - fez  com que o então redator publicitário se voltasse para as lembranças da sua terra natal. Uma delas, a história de um parente que havia supostamente ficado maluco, chamou atenção do escritor, após uma longa temporada em Portugal, quando ficou sabendo que o tal homem havia se matado, num gancho de rede.

Traduzido na França, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos e Israel, ESSA TERRA já vendeu mais de 150 mil exemplares e chegará brevemente a Cuba, onde será editado pela Casa de Las Americas. Também tem sido motivo de teses acadêmicas em universidades brasileiras e do exterior, como a La Sapienza, de Roma, o Instituto Universitário Orientale, de Nápoles, e a Humboldt, de Berlim. Sua tradução francesa (por Jacques Thiériot) mereceu o Gran Prix Cultura Latina e contribuiu para Antônio Torres vir a ser condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres, em 1998. Em 2000, o reconhecimento nacional definitivo, ao receber o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra, que já conta com 12 títulos.


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Um Cão Uivando para a Lua

Dezembro, 2002
Editora: Record
ISBN: 850106534X
Páginas: 192
Formato: 14X21

- Lançamento: 1972
- Páginas: 127
- Editora:
1a. Edição: Edições Gernasa
2a. Edição: Edições Rio/Brasília
3a. Edição: Ática
- Traduzido para espanhol ("Un Perro Aullándole a la Luna").

"Ocorre que estive muito só, durante a vida toda, mas agora estou mais sozinho do que nunca. E ainda vem esse imbecil me falar do dinheiro que está ganhando. Também já passei por isso, rapaz. Já estive do lado de lá. Até o dia em que uma espécie de curto-circuito milagroso rompeu os fios que ligam a minha cuca aos dedos das mãos - e não pude mais bater nas teclas da máquina de escrever."

Um Cão Uivando para a LuaFoi com UM CÃO UIVANDO PARA A LUA que Antônio Torres estreou na literatura, em 1972, sendo imediatamente aclamado como "um talento explosivo" (Leo Gilson Ribeiro, revista Veja), "um senhor ficcionista", segundo Jorge Amado, e "a estréia mais significativa" daquele ano (Hélio Pólvora, Jornal do Brasil). UM CÃO UIVANDO PARA A LUA fez mais do que surpreender os meios literários: foi também um sucesso de público.
A crítica o recebeu com um entusiasmo raro para um estreante, destacando a coragem do seu depoimento e a força da sua linguagem, cuja "sadia agressividade" servia de forma adequada à contundente mensagem da trama.
Lançado por uma pequena editora chamada Gernasa, UM CÃO UIVANDO PARA A LUA viria a causar um grande impacto. Foi saudado pelo jornal O Estado de S. Paulo como "a revelação do ano". Para rememorar esta "estréia tão feliz", nas palavras de Aguinaldo Silva, no extinto Opinião, vejamos o que disse O Globo deste livro, em 26 de novembro de 1972:

"Ninguém sabia quem era Antônio Torres, embora este seja uma das maiores revelações de escritor surgidas no Brasil ultimamente. Este romance de estréia tem uma força surpreendente e atinge em certos trechos a altura da melhor ficção nacional. A linguagem realista, seca e coloquial, e a riqueza de situações fazem esperar desse autor obras ainda mais importantes."

O que se confirmou. Hoje, com mais de uma dezena de títulos publicados, Antônio Torres figura entre os escritores brasileiros mais respeitados e mais lidos, com muitos prêmios, sucessivas edições, traduções em vários países e condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres. Mas tudo começou mesmo foi com este UM CÃO UIVANDO PARA A LUA, há trinta anos, "a feliz estréia", "o uivo de uma geração", que a Record relança agora em edição comemorativa.

"Antônio Torres, longe de esquecer suas origens e sua terra, a elas retorna por meio da ficção, inserindo-as na geografia literária."
- Jornal da Tarde

"O trabalho de Torres é um desafio; oferece uma maravilhosa oportunidade para aprender sobre pessoas e culturas que nos compreendem mais do que nós a elas."
- Los Angeles Times Book Review

"Não há no trabalho de Torres nenhum rastro de pieguice. Ao contrário, toda emoção é burilada com bom humor e uma dose de elegante ironia."
- Revista Isto É

"O livro é excelente. Gostei muito. Antônio Torres é um senhor ficcionista e tenho certeza que irá muito longe."
- Jorge Amado

"Um cão uivando para a lua é um desses livros raros, que não se consegue deixar de lado antes do fim. Violento, envolvente e, sempre, terrivelmente sincero."
- Caio Fernando Abreu

"Trata-se de uma experiência muito bem-sucedida, fundindo uma literatura urbana ultra-sofisticada com um regionalismo inteiramente despojado dos cacoetes tradicionais do gênero: um grande livro."
- Marcos Santarrita


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Os Homens dos Pés Redondos

Editora Record
Páginas: 288
Preço:  R$ 25,00 Formato: 14 x 21 cm ISBN: 85-01-05519-0
1a. Edição: (1973) Francisco Alves Editora
2a. Edição: Círculo do Livro

"Quando o vi fazendo aquilo, pensei que ele estivesse com frieira nos dedos dos pés. O homem descalçou as botas e pisou na bosta quente da vaca - e só eu vi isso, sem que ele me visse. Parecia experimentar um delicioso e estranho prazer, e era até possível adivinhar um sorriso em seu rosto duro. Eu o via da varanda, por trás da janela de vidro, e ele estava de costas para mim e foi por isso que não me viu. Mexia com os pés, como quem marca o ritmo de uma música. Também o vi caminhando depois com as botas na mão e as calças arregaçadas. Saiu pisando sobre o estrume seco do gado, até alcançar a grama, onde limpou os pés no orvalho. Os outros estavam dormindo. E os homens do curral estavam muito ocupados. Nesse mesmo dia descobri que ele sempre fazia aquilo, toda vez que vinha para cá. Assim que acordava - e era sempre o primeiro a acordar - ia direto para o curral. Depois calçava as botas e se enfiava nas suas vinhas, de onde só voltava aí pelas 10 horas da manhã.
- Por que ele faz isso ?
- Porque gosta, uai."

“Com OS HOMENS DOS PÉS REDONDOS, Antonio Torres confirma o seu talento e amplia o seu universo. É o que se pode chamar um autor ‘internacionalista’.”Tribuna da Imprensa

“Transparente, perfeito, musical e cadenciado, OS HOMENS DOS PÉS REDONDOS é um excelente livro.”   O GLOBO


Carta ao Bispo

Carta ao Bispo

- Lançamento: 1978
- Páginas: 107
- Editora: Ática
- 3a. Edição


"Corra Dom Luís chegue logo me socorra vou cair não quero cair não posso amanhã tem eleição tiros trovejam povo corre se embola sapateia dança esperneia eu fraquejo pernas por favor me dê sua mão preciso ir lá depressa Dom Luís socorro me ajude estou rodando girando escorregando caindo barriga queimando tripas enrolando eu chegando altar primeira comunhão filas meninas meninos demoraram eu chegando atrasado padre enfiando hóstia minha boca hóstia batendo dentro barriga jejum tripas não agüentam peso corpo Cristo vou cair introibo ad altere Dei rápido Dom Luís sangue escorre minhas tripas sangue boca venta sangue sangue sangue hóstia corpo Cristo meu corpo pesado peso corpo Cristo vou cair vou cair vou cair chegue Dom Luís chegue Dom Luís chegue Dom Luís
(...)
- Gil, você não pode morrer.
- Gil, você não pode morrer.
- Gil, você não pode morrer.
Bispo implora, o Bispo pede, o Bispo chama - um Bispo desesperado, segurando em seus braços, no seu colo, o corpo de um homem que na verdade conhecia muito pouco.(...)
Havia deixado uma carta dentro de uma latinha em cima do fogão. Isso já não importava. Havia deixado duas paredes marcadas com as palmas de suas mãos. Também não importava. Era só pintar as paredes. Havia derramado muito sangue pelo chão. Bastava lavar o chão. Amanhã iria para a cadeia, por causa de um desfalque. Mas isso era amanhã. Então ele pensou:
- Pois é, Dom Luís. Não sei se ganhei ou se perdi.
E o Bispo, também pensando:
- Não sei mais se acredito em Deus, ou se este homem tem sangue de cavalo.


Adeus, Velho

Adeus, Velho

- Lançamento: 1981
- Páginas: 159
- Editora: Ática
- 3a. Edição



"Braços abertos para a estrada amarela e suarenta que ia e vinha, o cruzeiro abençoava os que chegavam e os que partiam. Braços abertos para a humilde rua lá embaixo, um buraco de solidão e poeira, ele também abençoava os que ficavam. Não, o cruzeiro não estava voando. Foi uma nuvem que passou depressa, com uma feliz lufada de vento. Depois tudo voltou a ser o que era: sol e mormaço, suor e tristeza. O que voara fora a saia de Virinha. Os cabelos de Virinha. A cabeça de Virinha. Virinha, a menina Elvira, quase uma moça, que acabava de ter visto a cara de Cristo no topo da cruz. Virinha ficou desconcertada com a expressão de ódio e dor do rosto de Jesus e, mais que depressa, desviou os seus olhos, levando-os para a estrada. E lá se ia o caminhão - roncando, sumindo. O caminhão que a trouxera e agora não a levaria mais para lugar nenhum. Lá se ia o seu sonho. Assim era demais. Cristo tinha visto tudo."


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Balada da Infância Perdida

Editora Record
176 páginas
Preço: R$ 18,00
Formato: 14X21cm

ISBN: 85010551826

Numa dessas manhãs tórridas de verão carioca, um homem acorda, suando, com a cabeça dolorida do porre da noite anterior. Álcool, calor, a confusão mental é inevitável: o sujeito entra numa espécie de transe e, pela parede de seu quarto, começam a desfilar, como em um filme, personagens e fatos de sua vida particular e de toda uma nação. Em duas horas, resgata aventuras perdidas no tempo — um tempo que começa antes do golpe de 64. Assim começa BALADA DA INFÂNCIA PERDIDA, de Antônio Torres, obra que recupera a história de uma geração que se perdeu no meio do caminho e, ao atingir os 40 anos, metade dos quais vividos sob uma esmagadora ditadura, se descobre engolida por uma rebordosa econômica. Uma viagem através de fatos históricos e sociais que marcaram o país durante 25 anos.

Antônio Torres conta que o livro foi inspirado no poema Balada da pracinha, de Federico García Lorca. Os versos causaram uma revolução na cabeça de Torres que resolveu, então, exorcizar, através das letras, os seus fantasmas pessoais e os de toda uma geração de brasileiros. Assim, encontramos em A BALADA DA INFÂNCIA PERDIDA resgates autobiográficos da vida do escritor, que nasceu em Sátiro Dias, interior baiano, e veio para o Rio de Janeiro, onde se lançou como escritor.

A reedição de A BALADA DA INFÂNCIA PERDIDA é concomitante com o de Homens dos pés redondos e o lançamento do inédito Meninos, eu conto.

- Lançamento: 1986
- Páginas: 176
- Editora: Nova Fronteira
- Traduzido para Inglês (Blues for a Lost Childhood).


"E durma-se com um barulho desses.
A princípio eram dezenas, que passaram às centenas e foram se multiplicando por milhões. Impossível contá-los. Tudo o que eu sei é que é um belíssimo desfile de caixõezinhos azuis, carregados por meninos e meninas de azul e branco, em intermináveis filas uniformizadas: até parece o Dia da Pátria. Uma festa. E um imenso alívio: cada caixãozinho é menos uma boca no mundo. Como um bom cristão que cumpre o seu dever, eu os sigo. Ora pegando numa alça, ora na simples condição de acompanhante. De vez em quando tento identificar, no meio do cortejo azul, os meus dois irmãozinhos que choraram uma noite inteira até apagarem para sempre, como as cigarras, que cantam até pipocar. Procura inútil."

“ A coerência do projeto ficcional de Antonio Torres se comprovamais uma vez numa sujestiva balada(...)” — Jornal do Brasil

 “(...)A ficção de Antônio Torres vem desenhando um curioso e singular perfil.” — O Globo


meninos
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Editora Record
Formato: 12 x 21 cm
Preço: R$ 9,00
ISBN: 85-01-05566-2

MENINOS, EU CONTO reúne três histórias ligadas à infância de Antônio Torres. São contos singelos, escritos mais com a emoção do que com a razão para crianças e adolescentes. Um mundo de gente muito simples, mas cheio de encantamento e de personagens que se tornaram inesquecíveis para o autor. As histórias contam as dores do crescimento, os conflitos e sonhos de jovens muito parecidos com o menino que Antônio foi um dia.

Antônio Torres nasceu em 1940, num povoado chamado Junco (hoje a cidade de Sátiro Dias), no sertão da Bahia. Descobriu a vocação literária na escola rural de sua terra, incentivado pela professora. Logo começou a escrever as cartas dos moradores da cidade, a recitar poemas de Castro Alves na pracinha da cidade, a ajudar o padre a rezar missa em latim. Estudou em Alagoinhas e Salvador, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Foi jornalista e publicitário em São Paulo e em Portugal. Depois de muitas andanças pelo país e pelo mundo, radicou-se no Rio de janeiro. Hoje é um dos escritores mais conhecidos de sua geração, com livros traduzidos em muitos países.

“Um artesão do texto mais seguro e cheio de inventos.” — Estado de S. Paulo

“Não há no trabalho de Torres nenhum rastro de pieguice que costuma assolar as reminiscências dos paus-de-arara de diferentes calibres... imortalizados por Graciliano Ramos. Toda emoção é burilada com bom humor e uma dose elegante de ironia.” —   IstoÉ


Um Taxi para Viena D´Áustria

Um táxi Para Viena d´Áustriaessafr.gif (7049 bytes)
Lit.Bras-Romance
Record 2002
ISBN:850106243X 224 Pgs.14X21 Antônio Torres

Um Taxi para Viena D´ÁustriaLançamento em 1991
- Páginas: 180
- Editora: Companhia das Letras
- 3a. Edição
- Traduzido para Francês (Un Taxi Pour Vienne D´Autriche).


"É Viena que me tortura ? Viena, Zurique, Paris, Roma, London-London, Frankfurt, Berlim, Nova York, Mozart ? Ai, esses olhos de Helena Rubinstein. Mas não me chamo Heleno. Sou um terceiro qualquer coisa... qualquer coisa merencórdia. Terceiro, terzo, third, tiers. Passageiro de um táxi amarelo de terceira classe. Louco de vontade de chegar logo na fila onde os nativos de Curaçao e do Suriname disputam a tapa uma vaguinha para lavar os canais de Amsterdam.
Por um salário de mil dólares."


Centro

Centro das Nossas Desatenções

- Lançamento: 1996
- Páginas: 66
- Editora: Relume-Dumará
- 2a. Edição
- Escrito para a série "Cantos do Rio", em co-edição com o RioArte, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.


"Comecemos pelo aeroporto Santos Dumont, onde um dia, um rapaz de 20 anos chegou, olhou a cidade de longe e foi embora.
Eu me lembro: era uma bela tarde de janeiro, o mês do Rio. Céu de brigadeiro. O esplêndido azul de Machado de Assis. O azul demais de Vinícius de Moraes. Ano: 1961.
O passageiro estava em trânsito. Vinha da Bahia com destino a São Paulo. Desceu aqui para fazer uma conexão, depois de cinco horas preso numa cadeira de uma geringonça ensurdecedora e vagarosa, relíquia aeronáutica da Segunda Grande Guerra. Um pau-de-arara do ar chamado Curtis Commander que, mal avistava uma pista de aterrissagem, ia baixando. Descer no Rio havia sido uma bênção. Para os seus ouvidos, suas pernas, seus olhos. Assim o vejo: olhando a cidade por trás dos vidros que o enjaulavam no saguão do aeroporto, enquanto aguardava a chamada para o embarque. (...) Já que não podia sair, contentou-se em olhar a distância a cidade que só conhecia de prosa e verso, cinema e canções. E tudo nela, que vinha dela, o fascinava. E dava medo. Imaginava-a fora da rota dos imigrantes, inatingível para principiantes. O Rio era a Corte - dos sabidos e malandros. Suas artes e letras, sua natureza deslumbrante ("Deus fez o mundo em sete dias, dos quais tirou um para fazer o Rio de Janeiro", dizia a voz de ouro de Luiz Jatobá, num documentário de Jean Mazon), o atraíam. Mas a manchete do jornal comprado na banca do aeroporto o amedrontava. Era sobre uma operação de extermínio chamada de mata-mendigo. E ali estava ele, entre duas visões da cidade: uma sedutora, outra assustadora. (...) O Rio não era uma cidade para capiaus, tabaréus da roça."


O Cachorro e o Lobo

O Cachorro e o Lobo

Editora Record
Lançamento: 1997
Páginas: 224
Preço: R$ 18,00 ISBN: 85-01-04846-1

"Eis-me de regresso a essa terra de filósofos e loucos, a começar pelo meu pai, que disso tudo tem um pouco.
E se aqui estou é por causa dele mesmo. Ou melhor, dos seus oitenta anos. Foi uma festa de arromba, me disseram. No dia seguinte !
Um presente de grego, pensei, sem saber se ria ou chorava. Sim, só fiquei sabendo quando tudo já tinha acabado e todos já estavam pegando o caminho de volta. E aí uma boa alma deu por falta de uma rês que fazia muito se desgarrara do rebanho.
(...)
- Sabe quanto tempo faz que você não põe os pés aqui ?
- Sei, claro.
- Então diga, com a sua própria boca.
- Desde que saí daí.
- E quantos anos faz isso ?
- Um bocado de tempo.
- Vinte anos, seu cachorro. Isso é coisa que se faça ? Não tem vergonha, não ? Vinte anos sem uma única palavra. Por que você faz isso com a gente ?
Por quê ? Por quê ? Por quê ?
Era uma longa história. Não daria para contá-la pelo telefone. (...)"


Antônio Torres em outros idiomas

- Espanhol
Um Cão Uivando para a Lua (Un Perro Aullándole a la Luna)
Tradução de Roberto Romero Escalada

Editorial Sudamericana, 1979, Buenos Aires

Essa Terra (Esa Tierra)
Tradução de Rodolfo Alpizar Castillo
La Honda / Casa de las Américas, 2000, Havana, Cuba

Meu Querido Canibal (Mi Querido Caníbal)
Tradução de José Luís Sanchez
Poliectro, 2004, Barcelona, Espanha

- Inglês
Essa Terra (The Land)
Tradução de Margaret A. Neves
Reader´s International, 1987, London & Columbia

Balada da Infância Perdida (Blues for a Lost Childhood)
Tradução de John Parker
Reader´s International, 1989, London & Columbia

- Francês
O Cachorro e o Lobo (Chien et Loup)
Tradução de Cécile Tricoire
Editora Phébus, 2000, Paris

Um Táxi para Viena D’Áustria (Un Taxi Pour Vienne D´Autriche)
Tradução de Henri Raillard

Gallimard, 1992, Paris

Essa Terra (Cette Terre)
Tradução de Jacques Thiériot
Éditions A.M. Métailié, 1984, Paris - 2ª edição 2002

- Alemão
Essa Terra (Diesse Erde)
Tradução de Ray-Güde Mertincetteterre.jpg (38412 bytes)
Edition Suhrkamp, 1986, Frankfurt
Aufbau-Verlag, 1990, Berlin

- Italiano
Essa Terra (Questa Terra)
Tradução de Adelina Aletti
Biblioteca del Vascello, 1995, Roma

- Hebraico
Essa Terra (Haedma Hatzeat)
Tradução de Mirian Tivon
Ma´riav Book Guild, 1992, Tel-Aviv

- Holandês
Essa Terra (Dit Stuk Grond)
Tradução de August Willemsem
Neuléntioff, 1999, Amsterdam

 

 

 

 


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